quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


O dia-a-dia do cristão

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.
Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.”
1 Coríntios 10:31-32

Em nosso dia-a-dia passamos pelos mais variados lugares, e convivemos com  pessoas muitas pessoas, cada uma com sua história, sua cultura, seus costumes. Mas nós, como devemos agir? Devemos ser flexíveis e nos moldar com o meio? Nosso comportamento depende de onde e com quem estamos?
No texto apresentado, temos uma orientação clara a respeito desse assunto; o versículo 31 nos ensina que tudo o que fazemos deve ser com o objetivo de glorificar a Deus.
Precisamos escolher o que comemos, o que bebemos, como nos vestimos, os lugares que freqüentamos e as pessoas com as quais convivemos.
O versículo 32 ensina que, por mais que não exista maldade em nossas ações, é necessário entender que devemos evitar  determinadas atitudes que possam trazer uma interpretação errada. Infelizmente não são raros os casos de crentes que deixam de levar em consideração esse ensinamento e causam escândalos para os de dentro e os de fora da igreja. Aprendemos também que não só as pessoas da nossa igreja são escandalizadas, mas também de outras igrejas e até quem não faz parte de nenhuma igreja!
Uma das definições da palavra escândalo é “coisa indecorosa, contrária aos bons costumes”.
Todos conhecem as diferenças de costumes que há entre crentes e não-crentes, quando acontece algo que vai contra os nossos costumes, mesmo que apenas aparentemente, ouvimos frases como: “Depois ainda diz que é crente... se for pra ser crente desse jeito, prefiro não ser”; e o nome de Deus, ao invés de ser glorificado, acaba sendo denegrido devido a tais atitudes.
‘Em Mateus 18:7 lemos: Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”

Tenhamos cuidado para que não sejamos listados em meio aos que trazem escândalos.

 “Aquele que está de pé, cuide para que não caia”

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Breve meditação - A Aliança de Deus

Certa vez vi um folheto que trazia, em letras garrafais, o seguinte título:
“Faça um pacto com Deus!”

Aquela frase me chamou a atenção, então comecei a observar como procedem os líderes religiosos ao falar sobre Aliança. Não são poucos os casos em que ouvimos: “Abraão fez uma aliança com Deus”, “Davi fez uma aliança com Deus”, “a aliança de Daniel com Deus”, “faça você também um pacto com Deus”; trazendo o ensinamento da Aliança como sendo uma troca, “procure Deus, faça um pacto com ele, tenha fé, então você vai ter carro novo, altos salários, casas de luxo, não ficará doente, etc.
 Infelizmente milhares de pessoas se deixam levar por “ventos de doutrinas” e “falsos mestres”, sendo enganadas até mesmo em assuntos tão claros como esse.
A Aliança não é uma barganha, a Aliança é uma manifestação da misericórdia de Deus para com o seu povo; vejamos alguns poucos exemplos que nos servem de base:

“Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo.”            Gênesis 6:18
“E  eis que Eu estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós.”            Gênesis 9:9
“Então me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós, e entre toda a alma vivente de toda a carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio para destruir toda a carne.” Gênesis 9:15
“Naquele mesmo dia fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo: Å tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;”        Gênesis 15:18

A Bíblia apresenta aproximadamente 550 vezes a palavra “aliança”, em todas as vezes que essa palavra é usada em referência á um pacto ou acordo entre o humano e o Divino, é Deus que toma a iniciativa e propõe a Aliança, um pacto de salvação, sinal da Graça de Deus para com os seus escolhidos.
Por meio de Jesus Cristo temos parte nessa Aliança, e rendemos graças a Deus por ter misericórdia de nós.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Igrejas - Todas iguais?



Hoje vi um comentário a respeito das torturas praticadas no período da chamada “Santa inquisição”; infelizmente nesse comentário, a idéia é o total descrédito da igreja e da religião, como se todas as instituições religiosas fossem iguais.
A simples religião escraviza a humanidade, algumas igrejas (como instituição) realmente são podres, porém não crer na existência de Deus é, no mínimo, limitar nossa visão, baseando-se uma idéia cauterizada. Todos os seres humanos são adoradores; se não adoram a Deus, adoram o sol, a lua, animais, ou a si mesmos (doce ilusão). Não é prudente culpar a Deus, ou não crer em Sua existência, devido a atitudes de alguns seres humanos, criaturas tão limitadas. As virtudes da Verdadeira Igreja (não uma instituição, mas A Igreja) suplantam a podridão das instituições, para perceber isso, basta conhecer a verdade, isso muda o foco da nossa visão.
"...e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
João 8:32

segunda-feira, 20 de junho de 2011



A Verdadeira Adoração
Texto base: João 4:24



Há tempos temos presenciado o surgimento de diversas ramificações religiosas, em sua maioria denominando-se cristãs.
Placas de igrejas com os mais variados e surpreendentes nomes; nascem pequenas, mas num breve espaço de tempo, atraem multidões.
Temos também igrejas tradicionais, com séculos de existência; existem igrejas pequenas, e também existem as que o número de membros chega á casa de milhares.

Mas, o que as pessoas buscam? Por que vão à igreja? E a igreja, o que está oferecendo aos membros?

Milhares entram nas igrejas em busca de milagres, curas, prosperidade... e os “falsos mestres”, já citados há séculos por Deus através das Escrituras, aproveitam-se da fragilidade e falta de conhecimento do povo, oferecendo algo que não satisfaz.

Então, que devemos buscar na igreja? O que realmente é importante? E onde Deus se manifesta?

O texto base nos ensina, no versículo 24, o que Deus requer do seu povo:
“Deus é espírito, e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

Imagine um familiar ou um amigo muito querido que você não vê há muito tempo, então você tem a oportunidade de ir a casa dessa pessoa; imagine que você tem a oportunidade de voltar a freqüentar a casa dessa pessoa, desfrutar da companhia dela; mas ao invés de aproveitar para conversar, rir, matar a saudade, você vai a casa dela e nem pergunta como ela está, não abraça, não conversa, você apenas olha pra ela e, sem nenhum rodeio, diz: “Fulano, VOCÊ VAI me dar R$5.000.00 AGORA, uma casa, um carro,vai limpar o meu jardim, lavar a louça, vai me levar ao trabalho e depois me trazer de volta, vai ficar vigiando para evitar que eu seja assaltado, e vai prever as condições do trânsito para evitar que eu sofra acidentes; ah, e tem mais, enquanto cuida dessas pequenas coisas, deve também zelar pela minha família da mesma forma e ao mesmo tempo, E AI DE VOCÊ SE DEIXAR DE FAZER O QUE EU ESTOU DETERMINANDO...!”

Parece estranho, mas é isso que muitas pessoas tentam fazer com Deus; e líderes têm sido usados pelo diabo para apregoar que é assim mesmo, que podemos “determinar” o que queremos e que Deus é obrigado a fazer, como se fosse nosso escravo, como se Ele existisse para nos servir. Isso é mentira! Quem somos nós? Deus nos ensina, em Salmos 144:3 e 4 “Senhor, que é o homem mortal para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes? O homem é como um sopro; e seus dias, como a sombra que passa.”

E o que devemos fazer para agradar ao nosso criador e redentor? Isso já foi respondido: “Adorar a Deus em espírito e em verdade”, isso nos ensina que não devemos buscar bênçãos, mas sim, buscar de todo o coração agradar nosso Deus, o Deus abençoador!

Vamos ver algumas atitudes ensinadas através da Bíblia, atitudes que devemos ter para, de fato, adorar a Deus:
ð Saber que Deus não se limita a uma denominação específica: João 4:20 e 21 “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” Deus não pode ser encaixotado por uma igreja para que esteja somente lá, para que seja manifesto ou apresentado em um show, e fazer os milagres determinados por um simples mortal.

ð Buscar a fazer a vontade de Deus: Salmos 37:4 “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração.” Você almeja paz, felicidade, cura? Então, agrada-te do Senhor!

ð Devemos aprender de Deus: Isaías 55:8 e 9 “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” Nem sempre a nossa vontade é a vontade de Deus.

ð Aprender que tudo provém de Deus: Salmos 127:2 “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados Ele o dá enquanto dormem.” Nosso trabalho é necessário, mas Deus nos proporciona tudo.

ð Buscar saber se, o que é ensinado na igreja que freqüentamos, está de acordo com a Palavra de Deus: Atos 17:11 “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” Como vamos saber se estamos freqüentando a igreja correta, se não conhecermos as Escrituras? E como permaneceríamos em uma igreja que prega ensinamentos que vão de encontro com a Palavra de Deus? Se o seu líder ou sua igreja ensina coisas que não estão de acordo com a Bíblia, não seja condenado juntamente com eles.

ð Deixar para trás as atitudes influenciadas pela nossa natureza pecaminosa e buscar fazer o que Deus requer de cada um de nós: Tiago 1:21 e 22 “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa par salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.” Fazer a vontade de Deus é ser o que dizemos que somos.

ð Aprender como adorar a Deus: Isaías 1: 12 a 14 “Quando vindes comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.” Devemos oferecer a Deus uma adoração sincera, não apenas cultos rituais.

A verdadeira Igreja de Deus não tem placa, não tem uma denominação ou um nome; a verdadeira Igreja de Deus somos nós; nós, que fomos chamados por Ele para adorá-lo, para servi-lo!
Deus nos oferece a salvação gratuitamente! Gostaria de terminar com mais uma porção da Palavra, Isaias 52: 1 a 3 “Desperta, desperta, reveste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas roupagens formosas, ó Jerusalém; solta-te das cadeias de teu pescoço, ó cativa filha de Sião. Porque assim diz o Senhor: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados.”
Desperta! Deus está falando á você agora, desperta!

sábado, 17 de julho de 2010

Maldiçao hereditária


Texto base – João 9: 1 a 3
Certa vez fui confrontado a respeito de idolatria; a pessoa que conversava comigo pretendia comprovar a legitimidade do culto ou veneração aos santos. Segundo ela, o pregador havia discorrido a respeito do texto apresentado em Números 21: 4 a 9. A argumentação baseava-se na promessa de que Deus é imutável (Sl 102:25 a 27). O ensino é que as pessoas poderiam sim venerar santos e imagens, pois no deserto Deus havia ensinado isso ao orientar a fabricação da serpente de bronze.
O que concluímos é que, separando textos isolados, podemos supostamente embasar ensinos que na verdade não estão na Bíblia; seja por falta de conhecimento ou para argumentar a respeito de idéias particulares para benefício próprio.
O texto que usamos hoje como base nos fala a respeito de um ensinamento que, se não olharmos com cuidado, podemos nos enganar e aceitar como correto; porém é um dos mais equivocados que existem: a Maldição Hereditária.
Na época, a cegueira era comum, de nascença, catarata ou doenças oftalmológicas graves que ainda não tinham cura. A questão é que muitos judeus atribuíam as doenças e necessidades especiais a castigo por pecados cometidos. Havia também a incorreta interpretação de ensinamentos Bíblicos, isolando-se textos de seus contextos e tendo como resultado entendimentos contrários ao que Deus nos passou. Em Êxodo 20:5 Deus fala que é “Deus zeloso, que visita a iniqüidade dos pais nos filhos, até terceira e quarta geração...”; e esse é um dos textos usados para tentar embasar o ensinamento da maldição hereditária. Mas, está certo isso? Podemos mesmo sofrer por erros cometidos por nossos antepassados?
Ao argumentar a respeito das imagens, o citado pregador que entregou a mensagem àquela pessoa não vinculou o ensinamento ao mandamento (Ex. 20:3 a 5 a), também não citou o relato de 2 Reis 18:4.
O mesmo erro acontece referente à maldição hereditária, vejamos o que podemos aprender quanto à esta falsa doutrina:
Os defensores de tal ensinamento dizem que pessoas que vivem problemas de depressão, alcoolismo, dependência de drogas, etc., estão nessa situação por que um antepassado viveu situação semelhante ou praticou esse pecado que é agora transmitido ao seu descendente. Isso é uma mentira e podemos comprovar com os seguintes argumentos:
1 – Deus, ao citar que visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração, não está dizendo que castiga os filhos pelos pecados dos pais. Na época as famílias eram diferentes de agora, os filhos viviam com os pais mesmo depois de casar, e os filhos de seus filhos também, formando assim uma grande família vivendo junto com o patriarca. Ora, se o patriarca era idólatra, possivelmente seus descendentes seguiriam seus passos. Visitar a iniqüidade dos pais nos filhos quer dizer que o mesmo pecados dos pais era praticado pelos dos filhos, e Deus castigava tanto os pais quanto os filhos pela mesma categoria de pecado, se assim podemos dizer. Era normal um patriarca ainda estar vivo quando nasciam seus bisnetos, se eles seguissem os pecados de seu bisavô, seriam também castigados.
2 – Maldição não “pega” em cristãos: Ver Gálatas 3:13 e 14 / Números 22: 1 a 6, 12, 23:8
3 – Maldição hereditária nega a culpa individual: Sou culpado pelos meus pecados, não pelos pecados de outras pessoas, parentes ou não (ver Tiago 1:13 a 15 / Ezequiel 18:2 a 4, 20)
4 – Maldição hereditária nega a eficácia da obra de Cristo: A morte e ressurreição de Cristo nos torna novas criaturas (2 Coríntios 5:17), já nos libertou das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13). Aprendemos em 1ª João 5:18 que somos de Deus e o maligno não pode nos tocar.
Já com estes poucos argumentos podemos ver que não é correto o ensino da existência de uma maldição hereditária.
Tenhamos sempre me mente tudo o que Deus já fez por nós e que somos d’Ele, um Deus bondoso e também justo, que não pesa sua mão sobre filhos por causa de iniqüidades dos pais, e nem mesmo castiga os pais pelos erros de seus filhos; cada um sofre conseqüências de seus próprios atos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Doentes espirituais


“Et sensi,expertus sum non esse mirum quod paleto non sano poena est et panis, qui sano suavis est, et oculis argris odiosa lux, quai puris amabilis.
(“Senti e experimentei que não é de se admirar que o pão, tão saboroso ao paladar saudável, seja enjoativo ao paladar enfermo, e que a luz, amável aos olhos límpidos, seja odiosa aos olhos doentes.”)
Agostinho
Como é ruim quando a gente fica doente... nada está bom. Se estamos sentados é desconfortável, se deitamos tudo dói, levantar nem sempre é uma tarefa fácil.
Lembro que quando era criança, eu tinha sucessivas crises de amidalite, era terrível; a dor, o desânimo, muitas vezes rompia-se vasos sanguíneos na garganta. E os remédios... amargos, terríveis. Pelo menos quatro dias até começar a melhorar.
Pois é, isso é normal. Quantas pessoas nesse momento estão abatidas por uma enfermidade? Algumas simples, outras sem esperança de cura.
Interessante, como ficamos doentes com tanta facilidade? Por que tantas vezes?
Muitas vezes adoecemos por falta de cuidado. Ficar muito tempo exposto ao sol ou mesmo em baixo do guarda-sol, além das queimaduras, pode provocar insolação (cujos principais sintomas são pele avermelhada, confusão mental, dor de cabeça, desidratação e vômitos). Ficar sem agasalhos em ambientes frios pode causar gripe, dor de garganta, etc.
Outras vezes, ficamos doentes mesmo tomando cuidados necessários. Podemos comer ou beber algo que cause intoxicação, ou a longo prazo doenças mais graves. O simples fato de permanecer em um ambiente com ar condicionado pode nos trazer uma conjuntivite. E como é terrível! Mal conseguimos abrir os olhos, a luz é insuportável!
Mesmo quando estamos doentes, além dos medicamentos, precisamos nos alimentar; mas não é fácil! Tudo tem um gosto horrível, nossa vontade é ficar bem longe de qualquer comida... mas é necessário. Quem nunca se recusou a se alimentar quando estava doente? E alguns são muito resistentes, e acabam nem comendo mesmo. Seguindo nossa linha de raciocínio, o que acontece se a pessoa doente não se alimentar? Fatalmente ela vai enfraquecer, tanto que pode chegar á morte. Porém, mesmo se a pessoa recusar-se a se alimentar, mas alguém tomar providências, pode curá-la; então, depois de curada, a pessoa vai se sentir tão bem que não vai querer ficar doente de novo.
Mas tudo isso refere-se a enfermidades do corpo. E espiritualmente, é possível ficar ou estar doente?
Posso afirmar que sim! Vejamos: Co 11:30
Está claro que o contexto é a Ceia do Senhor, mas aqui temos pessoas doentes espiritualmente, e dentro da igreja! Mas a normalidade de pessoas doentes espiritualmente é absurdamente maior fora da igreja. E, como doentes físicos, eles também não querem saber de comida. Opa, comida para o espírito? Sim! MT 4:4.
No contexto, esta citação de Jesus refere-se ao sustento do povo no deserto, mas podemos concluir que alimento para nosso espírito é a Palavra de deus.
E os doentes realmente têm aversão, não é? Constantemente passamos por momentos que, ao falar de deus, as pessoas riem, escarnecem, recusam, ou simplesmente viram as costas e saem.como disse Agostinho, o pão é enjoativo (João 6:35). Têm seus olhos espirituais doentes, e não suportam a luz (João 3:19 a 21) Estão doentes, não querem se alimentar, não querem a cura e acabarão morrendo. Porém muito pior que a morte física, é a morte espiritual.
E tem solução? Essa doença que assola o mundo, tem remédio?
Sim! E nós recebemos a cura, Deus nos concede a cura! E o remédio já está pago, mas não foi barato. Aliás, foi o preço mai alto cobrado. Alto, porém justo (Is 52:13 a 53:12).
O que acontece para muitas vezes nos esquecermos disso? Esquecermos que recebemos gratuitamente algo tão valioso? Nós, que antes éramos contados com a escória do mundo, hoje somos renovados! Voltamos a ser a “coroa da criação”, recebemos a reconciliação!
Não podemos nos esquecer que nossa natureza é abominável, mas também não devemos deixar de lado a certeza que os méritos de cristo superam tudo! Somos novas criaturas, curados, saudáveis, refletindo a Luz, a mais maravilhosa luz que pode existir, a luz do nosso Deus!